22/05/2026 12:45

Parabéns aos economiários, ou, simplesmente: bancários da Caixa Econômica Federal!

Economiário é como eram definidos os trabalhadores da Caixa até 1985, de forma a diferenciá-los dos bancários, trabalhadores das demais instituições, com direito à jornada de 6h e direito à sindicalização. Quem trabalhava na Caixa obviamente também era bancário, mas legalmente não era reconhecido desta forma, e a condição de “economiários” apartava os trabalhadores do nosso banco dos demais, nos impedia de nos organizar em sindicatos, fazer greve como os demais e ainda nos impunha uma jornada de 8h! O termo está em desuso, mas nossa função segue mais importante do que nunca. E conhecer esta história é parte do reconhecimento das lutas das antigas gerações, dos avanços de que desfrutamos hoje, e da importância de lutarmos ainda mais para impedir retrocessos e conquistar mais direitos e melhores condições de trabalho.

Em 1985, há 41 anos, houve a primeira greve nacional na Caixa, desde sua fundação em 1861, 124 anos antes. Foi a histórica “Greve das 6 horas”, que paralisou a Caixa no dia 30 de outubro. Uma das principais lutas, além da redução da jornada com equiparação aos bancários, era pelo aumento salarial, já que no mês anterior foi concedido 90,78% de reajuste aos bancários, também após forte greve. Ao final, a greve das 6h foi um sucesso e levou à conquista da isonomia de jornada (sancionada em dezembro de 85, mas implementada apenas em janeiro de 1987) e de nomenclatura, além de reajuste salarial, mesmo que os salários tenham seguido mais baixos que os dos demais bancários por um bom tempo.

Ali, na luta, viramos bancários, mas nunca deixamos também de ter nossas singularidades, que seguem até hoje, como de sermos um banco 100% público, cuja função social, de habitação, pagamento de benefícios, administração do FGTS, demais programas de Estado, etc. Por isso, somos bancários, mas nos orgulhamos de ser também os únicos economiários.

Nestes 41 anos, foram mais inúmeras greves, lutas e conquistas. Também foram muitos ataques e, neste exato momento, sofremos com a diminuição do número de empregados, fechamento de agências, aumento da cobrança do plano de saúde, descontos na Funcef, etc. O que só mostra que a História segue sendo escrita e que a lembrança do dia do economiário precisa servir para nos unirmos ainda mais e defendermos nossos interesses de forma coletiva!  A Apcef/RN fez e faz parte dessa luta!

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